Dependendo do tempo que você tem disponível para sua visita, você pode escolher um percurso. E cada percurso por ser diferente tem vistas distintas, porém todas maravilhosas e deslumbrantes. 

Os hotéis são bons, come-se e bebe-se bem, não se paga muito, os taxis são Mercedes Bens e a maioria das pessoas fala um inglês bastante compreensível, e são preparados para os turistas. Eles querem receber você. Educados e atenciosos sempre estarão ajudando e sorrindo. 

 

O aeroporto é um pouco pequeno e meio confuso no verão, quando os voos se acumulam. A Croácia Airlines, uma empresa pequena, com aviões pequenos, mas com preços razoáveis, te leva bem de Zagreb para os demais lugares que você queira visitar.

 

De Zagreb, você pode alugar um carro, ou um passeio e ir a um parque de águas. Na Croácia existem alguns, Não é um parque na essência de "parque de diversões" e sim na essência de reserva. Eu fui a Plitvice.

Visitamos também a praça que fica ao lado do hotel, o Esplanade. Excelente hotel, com restaurante muito bom.

Nós aproveitamos o passeio e fomos a Zagreb(capital). Uma cidade muito agradável, bem organizada e pequena. Nas minhas observações, conclui que um país, de 5 a 8 milhões de habitantes, normalmente é um país organizado e onde as coisas funcionam, escuto muito coisa engraçada tipo comparações de países desse tamanho com as coisas do Brasil. Na boa, não dá pra comparar. As infras necessárias são diferentes. Passando desse número mágico, as coisas complicam e normalmente as coisas deixam de ser organizadas e você precisa estar preparado se precisar dessa infra prejudicada. Acreditem, não é o caso da Croácia. As coisas funcionam bem e são organizadas. O Centro de Zagreb me lembra das cidades do interior do Rio de Janeiro, mas mais desenvolvidas e mais organizadas. No verão, um clima ótimo e dias lindos. Mesmo que não possuam muitas atrações é um ótimo porto pra se acostumar ao fuso, ou se preparar pra viagem de barco.

A cor da água e a quantidade de cachoeiras logo te chamam à atenção, e é quase impossível não pensar que a reserva de água potável da Croácia deve ser enorme. Eu peguei chuva, creio que deva ser normal, pois do jeito que tem água ali, ela deve ter uma "entrega especial" para o lugar.

A Croácia 3 - Nosso Passeio

Depois de algum tempo em Zagreb, pegamos um avião para Split. Ao chegarmos lá, fomos à marina. Você chega, almoça, faz umas compras pra abastecer o barco e espera seu marinheiro e sua hora pra poder embarcar. 

 

Saímos por volta das 17 horas, e fomos a um local para um breve mergulho.

Conforme expliquei, você faz o seu percurso, e, portanto apenas colocarei no post as ilhas que visitei, mas gostaria de lembrar novamente que existem muitas outras. Muitas.

 

Fomos em direção a Milna, onde dormimos na marina. Bela marina com boa infraestrutura.

No dia seguinte, ficamos em Milna e visitamos algumas praias próximas. No final do dia, fomos em direção a Hvar, porém, não dormimos na marina essa noite. Hvar é uma marina muito frequentada e cheia, principalmente pela agitação noturna. 

Bares lotados, muita gente. Dormimos ancorados perto de uma ilha após um jantar em restaurante a beira do mar com o por do sol. Pegamos um taxi e fomos conhecer a Hvar. Muito graciosa.

No próximo dia fomos a Vis, um vilarejo muito agradável e bonito. Comida ótima, em um restaurante muito gracioso chamado Lola. 

Cabe apenas acrescentar que as refeições no barco também são muito agradáveis e como mesmo possui uma mesa externa, você mesmo que não resolva jantar em algum restaurante da marina, pode comer em sua mesa, apreciando a vida noturna da marina, ou se divertindo com alguma festa de algum barco próximo ou fazer a sua.

Isso é uma prática comum por aqui: muitas pessoas alugam os barcos com antecedência. Barcos de alguma coisa como 10 lugares ou mais. Depois quando está mais próximo, começam a alugar lugares no barco. Assim, com a diferença entre o preço alugado e o preço da proximidade das férias, é possível pagar suas próprias despesas com este "investimento". É assim que se formam algumas tripulações multinacionais de alguns barcos, inclusive com brasileiros.

 

Apesar de não pegarmos chuva, a previsão do tempo apresentava ventos fortes e então nos vimos, presos em Vis, por mais um dia. 

Como a ilha era grande, o marinheiro sugeriu que alugássemos um carro e fossemos ao outro lado da ilha ao Vilarejo de Komiza. Isso mesmo, a marina também tem aluguel de veículos. Bom esse é o nome que eles dão a alguns carros velhos e estranhos que eles possuem pra alugar.

Não é caro se fossem carros novos, mas vale pelo passeio, pois a diversão é garantida. Alugamos um e fomos visitar Komiza, 

passando pelo meio da ilha, que além de bonita, possuía morros e vistas deslumbrantes.

Jantamos no barco, e no dia seguinte o tempo estava melhor, mas ainda não estava bom. Com o aviso do marinheiro de que seria seguro, mas não muito agradável (por passarmos em mar aberto com o catamarã com fundo chato), resolvemos atravessar e irmos para Primosten.

Segundo o marinheiro seria uma travessia de umas 2 horas. E que o mar bateria bastante. Pois é, bate mesmo. Na primeira hora, foi tudo bem. Eu já trabalhei em alguns lugares que me fizeram andar bastante de barco, ainda que não tenha muita experiência em mar aberto em uma embarcação pequena, estava confiante que passaria bem. Minha esposa tomou logo um remedinho, e meu filho começou com seu joguinho. 

Depois de uma hora, eu estava bem, mas o barco jogava muito. E obviamente, por mais que o barco possua tudo feito para ser seguro, alguns copos dentro do armário resolveram "brigar", e um deles quebrou. Com o barulho fui verificar o que tinha acontecido. Foi o suficiente. Ao voltar, comecei a sentir um mal estar gigante, tomei um remedinho e me pus a acompanhar a linha do horizonte. Depois de mais uma hora (acabou demorando 3 horas), chegamos bem, com um copo a menos na embarcação. Mas dizer que a viagem foi agradável, eu não digo. Mas foi a única coisa desagradável na viagem toda, e só durou uma hora e meia.